capa | atento olhar | busca | de última! | dia-a-dia | entrevista | falooouu
guia oficial do puxa-saco | hoje na história | loterias | mamãe, óia eu aqui | mt cards
poemas & sonetos | releitura | sabor da terra | sbornianews | vi@ email
 
Cuiabá MT, 20/08/2008
comTEXTO | críticas construtivas | curto & grosso | o outro lado da notícia | tá ligado? | tema livre 4.750.444 pageviews  

O Outro Lado Porque tudo tem dois, menos a esfera.

DE ÚLTIMA!

Oposição boliviana pára cinco capitais em desafio a Morales
20/08/2008 - Agências internacionais

Cinco das nove capitais departamentais (estaduais) da Bolívia estavam paralisadas ontem, obedecendo a uma convocação dos líderes opositores, que buscam mostrar força contra o governo. No dia 10, um referendo ratificou o presidente Evo Morales e os cinco governadores oposicionistas no cargo. ¨É uma paralisação tranqüila e total¨, declarou o presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz, Branko Marincovik.

O porta-voz presidencial, Iván Canelas, disse em Cochabamba que o governo ¨espera respostas¨, e que o diálogo com a oposição está aberto. Nas primeiras negociações, realizadas na semana passada, não houve consenso. Em Santa Cruz, a paralisação era generalizada. O comércio, o sistema bancário, os mercados, escritórios públicos e privados fecharam suas portas. Tampouco havia transporte público e a circulação de veículos era reduzida. Jovens de um grupo de choque intitulado Unión Juvenil Cruceñista patrulhavam as ruas, vários deles portando paus. Não havia patrulhas policiais.

A paralisação também aconteceu nos estados de Beni, Pando e Tarija. Os governos dessas quatro regiões querem mais autonomia, em desacordo com o governo de Evo. Também aderiu ao protesto Chuquisaca, no sul, governado pela opositora Savina Cuéllar. Nas cidades menores a paralisação era menos sentida.

O presidente foi ratificado no cargo com 67% dos votos, no referendo revogatório do dia 10. Em seguida, Evo anunciou que pretendia levar a cabo seu plano de reformas, que inclui um novo projeto constitucional com algumas tendências estatizantes e que concede maior poder aos indígenas.

MST do Paraguai exige reforma agrária já

Após o anúncio do governo do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, da impossibilidade de implementar soluções imediatas aos pedidos e reclamações dos camponeses sem-terra do país, um dos líderes mais influentes do movimento advertiu ontem que o governo ¨ou dá as terras ou serão tomadas medidas de força¨.

¨O governo tem dinheiro para comprar as fazendas que precisamos,¨ disse o líder camponês sem-terra Belarmino Balbuena, em entrevista por telefone à Associated Press. Balbuena respondeu a declarações do chefe do Gabinete de governo, Miguel López, que na noite de segunda-feira disse que a situação das 300 mil famílias camponesas sem-terra no Paraguai ¨é um assunto complexo. Não será fácil levar em frente uma reforma agrária integral.¨

¨Não existe uma solução imediata, nem em um semana, nem em seis meses, porque não se trata apenas de entregar as terras aos camponeses. Se fosse apenas isso, hoje não haveria nenhum problema. Durante governos anteriores no Paraguai, foram dadas propriedades a muitos sem-terra, mas esses compatriotas venderam as fazendas,¨ explicou López.

As declarações contrastam com a promessa de Lugo ao assumir o cargo na sexta-feira passada, de que se dedicaria à reforma agrária logo após assumir a presidência. Balbuena, como um dos líderes mais influentes da Mesa Coordenadora de Organizações camponesas (MCNOC), de esquerda, a maior do Paraguai, advertiu ontem: ¨ou o governo de Lugo nos dá as terras ou tomaremos medidas de força como mobilizações maciças, bloqueios de rodovias e ocupações de propriedades nas mãos dos capatazes.¨

Balbuena considera que a solução é fácil: ¨Lugo tem apenas que reduzir os gastos da burocracia. O orçamento do Estado paraguaio é muito grande (US$ 5 bilhões para 2008) e a maioria desse dinheiro se destina ao salário de funcionários que não são necessários, para comprar automóveis oficiais, combustíveis, etc.¨ ¨Não acreditamos mais no Parlamento, mas acreditamos em Lugo, em quem o campesinato votou em massa.

Sabemos que o Congresso é dominado pelos mesmos conservadores de sempre, como os deputados e senadores dos partidos Liberal, Colorado e Unace. Infelizmente, não temos legisladores progressistas,¨ disse Balbuena.

Segundo ele, a MCNOC está ligado a uma coalizão de organizações sociais e sindicais no Paraguai, chamada Frente Social e Popular, que ¨está alerta, vigia os movimentos desse novo governo. Queremos ver sinais de solução,¨ disse.

  

  Textos anteriores
19/08/2008 - Ibama cogita fazer novas apreensões de bois piratas
19/08/2008 - Economista prevê quebra de grande banco americano
18/08/2008 - Confrontos deixam pelo menos 20 feridos na Bolívia
18/08/2008 - Farmácia Popular beneficia base
18/08/2008 - Chávez avança em nacionalização das empresas de cimento
18/08/2008 - China recebe 77 pedidos de protestos públicos e rejeita todos
17/08/2008 - Nova lei para fraudes na internet pode favorecer banco
17/08/2008 - ¨Lista suja¨ do Ibama tem 38 candidatos
17/08/2008 - Lula impede filho de deixar firma beneficiada por tele
16/08/2008 - Minc dencuncia conluio de pecuaristas para vetar leilão de boi pirata
15/08/2008 - Chávez financia simpatizantes na Colômbia com dinheiro da PDVSA
14/08/2008 - Anvisa sabia que bactéria era resistente desde 2007
14/08/2008 - Dantas diz que Protógenes queria investigar filho de Lula
14/08/2008 - Perda de valor de mercado da Petrobras é o maior das Américas
13/08/2008 - Bolívia quer afastar EUA do combate à cocaína
13/08/2008 - Sem-terra paraguaios reiteram ameaças a brasileiros
12/08/2008 - Cheque especial fica mais caro
12/08/2008 - Menina da cerimônia de abertura não era a verdadeira cantora
12/08/2008 - Presos 17 em ação anticorrupção no Incra e na Receita em MT
12/08/2008 - Sai a lista de presos na ¨Operação Dupla Face¨

Listar todos os textos
 
Editor: Marcos Antonio Moreira
Diretora Executiva: Kelen Marques