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As semifinais da Copa do Brasil

16/08/2017

É possível enxergar várias diferenças entre os dois clássicos pelas semifinais da Copa do Brasil nesta quarta-feira.

O que será disputado entre Botafogo e Flamengo carrega a rivalidade local, o encontro no dia a dia, a provocação que não sai do cotidiano.

Já a disputa entre Gremio x Cruzeiro tem outra conotação.

O clima que cerca um e outro pode não ser determinante no comportamento dentro de campo, mas no caso do jogo doméstico sempre tem um peso.

Os jogos marcados para o Nilton Santos e o Maracanã carregam uma rivalidade de décadas.

Nos últimos anos, a vantagem obtida pelo Flamengo deixa este mais confiante sempre que há uma partida decisiva com o Botafogo.

O histórico recente mostra a vantagem.

Por causa desse otimismo que compreensivelmente toma conta dos rubro-negros, além de possuir um elenco mais qualificado do ponto de vista individual, será necessário um trabalho mental maior por parte do Botafogo.

Noto que dos três rivais do Flamengo, o Fluminense é o único que, independentemente do tamanho e da qualidade do seu time, sempre entra em campo mais confiante do que inseguro contra o Flamengo em jogos decisivos.

Vejo que tanto o Botafogo quanto o Vasco não conseguem, fora e dentro do campo, o que o Fluminense alcança.

Basta lembrar a final da Taça Guanabara. E a final do Campeonato Estadual tem um gol no mínimo discutível a favor do Flamengo.

Já o clássico entre Grêmio e Cruzeiro não tem o sabor do dia a dia.

A ausência da cor local não tira peso e nem importância. Mas modifica o olhar do jogador.

Quem anda pelas ruas de Porto Alegre não esbarra com um cruzeirense em cada esquina e quem caminha por Belo Horizonte não vê um gremista aqui e outro ali.

É bobagem fazer qualquer previsão, mas se existe um time, em razão da memória recente dos confrontos, que se sente mais seguro e crente é o Flamengo.

Já escrevi algumas vezes que os trabalhos realizados por Eduardo Bandeira de Mello e equipe e Carlos Eduardo Pereira e equipe à frente de Flamengo e Botafogo, respectivamente, são elogiáveis.

Críticas sempre existirão, mas o todo é favorável.

São duas pessoas que vejo sérias e sem arroubos tão comuns a velhos cartolas, mas precisarão fazer um esforço e estarem atentos às armadilhas que jogos como esse apresentam.

Precisam ser porta-vozes do entendimento, valorizando a disputa, mas entendendo que os selvagens, as bestas e os bandidos precisam apenas de uma letra mal colocada para entrarem em ação.


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