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Coadjuvantes no início do ano viram armas do Fla por título da Sul-Americana

11/12/2017

Com investimento alto em reforços desde o começo da temporada, o Flamengo tem na Copa Sul-Americana sua última chance de conquistar um título de expressão na temporada.

Às vésperas do segundo jogo da decisão, o técnico Reinaldo Rueda tem contado com a ajuda de peças do elenco que, no planejamento inicial, estavam no fim da fila.

César chegou a ser quarto goleiro. Juan iniciou o ano como reserva, enquanto Felipe Vizeu era o terceiro centroavante do elenco no primeiro semestre. Com baixas inesperadas nos últimos meses, jogadores que já foram coadjuvantes assumem um protagonismo importante.

César: o quarto será o primeiro

O goleiro iniciou a temporada emprestado ao Ferroviária e sequer era titular por lá. Com a negociação de Paulo Victor, o Flamengo solicitou seu retorno em fevereiro para ser o terceiro goleiro do plantel. Na época, Alex Muralha ainda era titular indiscutível, e Thiago ganhou o posto de reserva imediato.

Com a queda brusca de rendimento de Muralha, o Flamengo acabou contratando o experiente Diego Alves. Com isso, César passou de terceiro para quarto goleiro desde o meio da temporada até a lesão do camisa 1.

Com Thiago se recuperando de fratura no punho e as falhas de Muralha ao substituir Diego Alves, coube ao quarto goleiro a função de proteger o gol rubro-negro nos jogos que marcam a última chance do Flamengo te encerrar o ano com título de expressão.

Lucas Paquetá: caiu nas graças de Rueda

No começo da temporada, o então técnico Zé Ricardo havia deixado claro seu interesse em utilizar jovens da base. Paquetá chegou a ter algumas oportunidades - boa parte em jogos com time misto ou alternativo no primeiro semestre.

Só havia sido titular em três ocasiões e estava "atrás da fila" de nomes como Matheus Sávio e Gabriel. A ideia no planejamento era que as oportunidades surgissem para dar "casca ao jogador".

O jogador, no entanto, caiu nas graças de Reinaldo Rueda e a maturidade veio "na marra". O colombiano o utilizou até como centroavante durante jogos do Brasileirão e da Copa do Brasil. Atuando como ponta, também tem agradado. Já são 14 jogos como titular desde a chegada do atual técnico.

Vinicius Junior: da base para principal solução no banco

Principal - e talvez única - alternativa de Rueda no banco de reservas nas decisões da Sul-Americana, Vinicius Junior sequer estava no plantel profissional até maio deste ano. Disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior e o Sul-Americana no Sub-17.

Após ser negociado pelo Real Madrid, o Flamengo o promoveu. Hoje é uma solução fundamental para o time.

Felipe Vizeu: era o terceiro centroavante

Era o terceiro centroavante do Flamengo até julho, quando Leandro Damião foi negociado com o Internacional. Até agosto, quando Zé Ricardo deixou o clube, havia sido titular apenas em cinco jogos na temporada.

Reinaldo Rueda chegou a deixá-lo de lado e apostar em Paquetá improvisado como referência. Mas, sobretudo após a suspensão de Guerrero, Felipe Vizeu voltou a agarrar bem as oportunidades e se tornou peça importante na decisão da Sul-Americana. Tem cinco gols no torneio.

Cuéllar: por pouco não foi negociado

Iniciou o ano atrás de Márcio Araújo e também de Rômulo, contratado pelo clube como um dos principais reforços da janela do começo da temporada. Esteve muito perto de deixar o clube, mas acabou ganhando oportunidades ainda com Zé Ricardo.

Com a chegada de Rueda, se consolidou com titular e é peça importante no esquema do Flamengo, fazendo dupla de volantes com Willian Arão.

Com Rueda, Juan tem 16 jogos como titular, dois a mais do que com Zé Ricardo em 2017. Apesar de ter tido oportunidade entre os titulares também com o ex-treinador, ele iniciou a temporada como reserva de Rafael Vaz.

Hoje é tratado como peça fundamental da defesa rubro-negra. Por conta da idade, é poupado em alguns jogos para estar 100% em confrontos decisivos, como os da Copa Sul-Americana.


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